(...)
Capítulo I
Quando o encontro foi marcado,eles deixaram seus nomes numa
gaveta.
Foi num olhar, "numa cor que se destacou entre todas" ela disse.
"Segui o pássaro que acompanhava outro" Ele rebateu. E assim, entre
jogos de palavras e tacadas de sentidos que eles se encontraram. Porém
o desencontro já estava marcado.
Esta é uma história escrita à mão, onde a palavra dita era palavra
firmada. Não haviam contratos. Só palavra. E entre eles, foi firmado o
compromisso, pois o tempo já acabara. A palavra era essa: escreves
como se fóssemos reais, assim eu, vivo para que ela não
se apague.
Então o relógio deu uma trégua.A cada troca de cartas, o tempo parava.
Ele, tinha a idade que queria ter e a menina o acompanhava
seguindo seus calcanhares encarnados.
A partir desse encontro, esses dois seres, esses dois personagens de
tempos e lugares diferentes, conseguiam se encontrar nas letras, nos
versos e poemas. Em tudo se viam no escrito e no inscrito.
O ritual era feito quando ambos sentavam dispostos a escrever, e nos
escritos,havia sempre uma preocupação em não errar, então o processo
se repetia: Eles, guardavam seus nomes e assumiam o papel que
escolhereram, dois amigos, dois irmãos, dois
amantes que foram desencontrados pelo tempo e pelo espaço. Porém a
vontade era tanta, o elo tão forte, a sede de se embededarem um do
outro era tamanha que, quando escreviam, o tempo parava e o relógio da
vida ajustava seus ponteiros para que se encontrassem novamente.
Começando assim, o jogo de encontro e do desencontro, onde a primeira
tacada, resgatada da mais profunda memória,quando eles ainda nem
tinham nomes, foi dada numa mesa de sinuca em um lugar bem distante.
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Capítulo I
Quando o encontro foi marcado,eles deixaram seus nomes numa
gaveta.
Foi num olhar, "numa cor que se destacou entre todas" ela disse.
"Segui o pássaro que acompanhava outro" Ele rebateu. E assim, entre
jogos de palavras e tacadas de sentidos que eles se encontraram. Porém
o desencontro já estava marcado.
Esta é uma história escrita à mão, onde a palavra dita era palavra
firmada. Não haviam contratos. Só palavra. E entre eles, foi firmado o
compromisso, pois o tempo já acabara. A palavra era essa: escreves
como se fóssemos reais, assim eu, vivo para que ela não
se apague.
Então o relógio deu uma trégua.A cada troca de cartas, o tempo parava.
Ele, tinha a idade que queria ter e a menina o acompanhava
seguindo seus calcanhares encarnados.
A partir desse encontro, esses dois seres, esses dois personagens de
tempos e lugares diferentes, conseguiam se encontrar nas letras, nos
versos e poemas. Em tudo se viam no escrito e no inscrito.
O ritual era feito quando ambos sentavam dispostos a escrever, e nos
escritos,havia sempre uma preocupação em não errar, então o processo
se repetia: Eles, guardavam seus nomes e assumiam o papel que
escolhereram, dois amigos, dois irmãos, dois
amantes que foram desencontrados pelo tempo e pelo espaço. Porém a
vontade era tanta, o elo tão forte, a sede de se embededarem um do
outro era tamanha que, quando escreviam, o tempo parava e o relógio da
vida ajustava seus ponteiros para que se encontrassem novamente.
Começando assim, o jogo de encontro e do desencontro, onde a primeira
tacada, resgatada da mais profunda memória,quando eles ainda nem
tinham nomes, foi dada numa mesa de sinuca em um lugar bem distante.
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