Imagine uma pluma leve, alva, voando pelos ares do céu infinito,
dançando e rodopiando com o seu par vento.
Imagine ela feito noiva solitária se camuflando entre as nuvens
cheirosas de chuva,voando e bailando no salão do som do sol.
Mas então, ela vai diminuindo o ritmo e sua dança vai parando,
o seu véu vai descendo e a pluma vai caindo, não como lágrimas pois,
não carece a trsteza, só cai, só desce, desfalece e se entrega suave,
tanto quanto seu peso, s cansa e é só. Só cansaço.
E vai encontrar um chão gramado, fofo, confortável,
onde repousará fio a fio,
que em conjunto lhe faz completa, bonita.
Dorme, respira, encontra o que lhe faltava no chão, no pó,
face a face com a terra, ela a pluma tão leve, tão amante do ar,
flutuante, encontra o que lhe faltava: respirar.
E supiro a suspiro seu peito vai inflando e seu ânimo voltando,
o encanto do som do sol assovia de novo e ela vai dançando,
rodopiando. Leve pluma vai levando o vento. Era só cansaço.
Suspire e Respire.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
Da Luz sem Alma
E uma alma sem luz
Me deu vela acesa
Que me causou
Incomodou.
E uma alma sem luz
Me deu vela acesa
Que abriu o caminho
Pra'quele quarto escuro
Que eu me vejo.
E eu ereta
Me confuso
Me divido
Me reparto
Nas duas que sou
Em uma que mostro
Em outra comporto
Abafo.
E uma alma sem luz
Me deu vela acesa.
E me leu
Me escreveu.
E eu inscrita
Vou descendo da cruz
Que eu suporto
A dor que gosto
Rasgando uma mão
E a outra mão
O sangue que escorre
A luz que queima
A palavra que é faca
Da luz sem alma
Que recebe a vela
Acesa.
E que teima
E que apaga
E fica no escuro.
E te confundo
E te iludo.
Desapareço
E
Me percebo
Com vela acesa
Da alma sem luz
Subindo na cruz
Sem pudor
Pra sentir dor.
Pra te causar
E depois daqui
É pra você.
Te confundi
Pra me entender.
Me deu vela acesa
Que me causou
Incomodou.
E uma alma sem luz
Me deu vela acesa
Que abriu o caminho
Pra'quele quarto escuro
Que eu me vejo.
E eu ereta
Me confuso
Me divido
Me reparto
Nas duas que sou
Em uma que mostro
Em outra comporto
Abafo.
E uma alma sem luz
Me deu vela acesa.
E me leu
Me escreveu.
E eu inscrita
Vou descendo da cruz
Que eu suporto
A dor que gosto
Rasgando uma mão
E a outra mão
O sangue que escorre
A luz que queima
A palavra que é faca
Da luz sem alma
Que recebe a vela
Acesa.
E que teima
E que apaga
E fica no escuro.
E te confundo
E te iludo.
Desapareço
E
Me percebo
Com vela acesa
Da alma sem luz
Subindo na cruz
Sem pudor
Pra sentir dor.
Pra te causar
E depois daqui
É pra você.
Te confundi
Pra me entender.
domingo, 13 de novembro de 2011
Descendo a serra e vindo de volta a terra das raízes, uma frase que ouvi há muito tempo remexeu a cachola: O quê os olhos não vêem, o coração sente sim! Poxa! Quanta verdade há nisso! Aí pensei: A saudade. Pode ser isso. Sim, pode ser sim! Quando eu vi, pela janela, aqueles pontinhos de luz, trêmulos, porém imóveis, lá no baixio da serra, lá no vale, o coração saltitou. Como é bom sentir o cheiro de casa. Casa que não pertence mais ao cotidiano da vida proletária em outras esquinas, mas que há ainda algo meu. Oxe! Mas é bom dizer isso sem ninguém olhar pra você e sorrir! Oxe! Tô em casa! Pelo menos por alguns dias.
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