segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Adaptação



_Às vezes penso em quando estávamos juntos, quando você se sentia tão feliz que dizia que podia morrer que você era a pessoa certa pra mim.Mas, às vezes me sentia tão  sozinho mesmo em companhia.O amor devia ser assim. Uma dor de que eu ainda me lembro.Acho que tinha me viciado nesse tipo de tristeza. Então, quando percebemos que não fazíamos mais sentido, você disse que ainda seriamos amigos. 
Admito que fiquei feliz.

E agora você sumiu da minha vida! Não precisava fingir que nada tivesse acontecido, que não fomos nada. Eu não preciso mais do seu amor, mas você me trata como um estranho. 
Você não precisava ser tão baixa!Pedir pros seus amigos recolherem os discos e até mudou o número!
Embora, eu ache que não precise disso, agora somos dois desconhecidos.

_Às vezes penso quando você me esquecia, me deixava como se não tivesse ninguém em casa e ainda me fazia acreditar que era sempre algo que eu tinha feito! Decidi que não queria ficar assim, tentando entender cada palavra que você não fala. Estava ficando doente. E você, deixando pra lá. Estava cansada de te levar nos ombros. Agora deixei pra lá. E hoje sou só alguém que você conheceu.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um tormento. Um verme alojado no meu coração me corrói, inquieta, me transtorna.
É uma vontade de gritar, explodir, rasgar, rasgar. E hoje, tive sonhos tranquilos. Talvez um equilíbrio para esses dias de longos pensares. Pensar. Começar a pensar é começar a ser atormentado.
Peço um café, acendo meu cigarro e numa sequencia de gestos mecânicos por um momento, esqueço: um gole de café, xícara na mesa, tilintar da louça no mármore, o acerto da alça da xícara para o próximo gole, o cigarro, o suspiro, a boca, a fumaça, o vento, o açúcar na mesa,o olhar para o nada, pessoas conversando sobre nada, a xícara, o tilintar, o acerto, o cigarro, o suspiro, aboca, a fumaça, o vento,o olhar, pessoas e o nada.
Olho para um homem que está sentado em uma mesa à minha frente, sozinho, lendo um livro. Imaginei o conteúdo do livro, o que me tomou alguns minutos, será filosofia, história, anatomia? Ou está só fingindo que lê e assim como eu está divagando nos próprios pensamentos, abstraído do barulho das pessoas, gralhas falantes e sorrindo. Não dá pra entender nada, só barulho. Pedi outro café, decidi não acender outro cigarro e voltei a pensar, a pesar. Transtorno, tormenta, inquietude: um verme se alojou no meu coração.
A luz  me cega.
Não queria escrever, queria gritar.
A LUZ ME CEGA!

Das almas salvas não quero mais um copo d'água. No caminho reto dos cegos, não quero placas, direção, afago, carinho, o caralho. Vendi minha'lma ao vento, sem tento e alento, caminho pelos caminhos tortos. E contra tua mão, volto, vou, faço e me desfaço. não digo que cansei pois, ainda nem comecei fazer da metade da passagem dessa vida, um cena torpa, pra deixar essa platéia ensossa, chocada.Escandalizada.
E as lembranças da morte me embriagavam....

Um cinema, algumas aspirinas, outros urubus e, talvez cigarros... esqueci das minhas cervejas homenagens a Bukowiski, camarada que odiei há alguns anos atrás e agora tem me inspirado nas esbórnias mais "socabacenses" que ultimamente tenho vivido. É por conta do desejo de não ser quando você não está aqui. E não vai estar, pois já esteve...e hoje, não mais, não é mais...Lembro nitidamente quando não o quis ... não mais o desejei...e agora, que já és morto...não sei mais se o que quis...era o quê realmente queria... o sono quase eterno me chama...