sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Primeiro


Por que não vou gostar?
Ele me esnsinou a escrever
Agora vai ter que entender
Que posso dizer oque não quer escutar

Ferida que dói e não se sente
Mas que custa a cicatrizar
O corte vem derrepente
E sangra até agonizar

Braços abertos caídos na cama
Pingos que soam como sinos
Lágrimas que caem quando ama
Olhos choram como um menino

Termino esse poema insano
A criança e sua cabeça demente
Se enrola com medo num pano
Pra tentar viver amanhã novamente

Naná


Me bota no braço
Me embala neném
Amarra um laço
E eu danço também

Me coloca pra dormir
No conforto em teu ombro
E deixa a noite cair

Me abraça em teu colo
Caio em deleito
Nesse abrigo que moro
Protegida em teu peito

Banco da Praça


Brisa na face
Olhos em movimento
Ímpar sentimento
Se esse tempo não passasse

Mãos a escrever
Sem em regras se importar
Não tenho belas palavras pra falar
Tampouco prolexidades à dizer

Minha rima é fácil fazer
É simples como quem ama
E no peito vive viva a chama
Até mesmo no anoitecer

Estou novamente ate esperar
Sentado aqui sozinho
Aguardando pra voltar pro ninho
E só mais um beijo te roubar

Atentado


Significa desse jeito, que brota dos fundos dos poréns e vai sobressaindo nas exclamações, no que lhe convém...vale a todo custo e posa pra foto ao lado, assim de soslaio. Porque quer aparecer, quer se ver, vai ver que quer estremecer. Há de tudo, há para todos, há um fogo, um devaneio fora do sonho, pisando em grãos. Um doce de chocolate que se quer e quer mais ainda, com mordidas e disparate, com cheiro de verdade. Há mais ainda... há coisa linda.
Falei de novo, falei por teimosia, me fiz pela alegria, falei pela liberdade da palavra que é nua sem vergonha de ser, é crua como tem que ser, disse simples e suave, me fiz pela vaidade, a custa de toda aquela vontade, falei que te amo e que te amava, um dito que se exarcerbava, que não se limitava à penúria da fridez. fui cortez, inclinei a adaga rumo ao peito, e senti medo, medo de sentir rápido, de sentimento demasiado. curvei a adaga e fui amar, amar você, amar por você, uma lua que eu brilho, uma nuança, memórias e fantasias, olhares e anéis rígidos. Falei com alegria, falei em teimosia, falei tudo de novo, falei sob a abóboda celeste que clareava um sertão de amor. Uma piscada sem dor.

Asfalto

um calibre perfeito
um tom-timbre rarefeito
uma onda em calmaria
um beatles da pesada
qual o rumo da estrada?
uma moça armada de desejos
fria frenese no peito
labios que desejam beijos
suspiro, amor, respeito
amor em seu leito.

Buquê

Palavras são palavras. O que são elas na iminência de nosso amor.
Eu me liguei na meta do acaso, enveredei macio, foi por um fio, quase me senti vazio. Parei, respirei, decisões eu tomei, e me lembrei que não podia esquecer mito tão bonito, verdade tão assídua, cama de um repouso exaurido. Ah o amor, esse tão doce sentimento, tão incompleta nesta palavra, tão feiticeiro nas nossas vidas, tão arquiteto nos singulares ensejos. Assisto desse barco pomposo a sorte nos levar a qualquer destino seja qual for. Fluimos vento a frente sem qualquer temos... avistamos ali de longe, algo que se posta tão perto. Para além. Sincero. Ah eu te darei uma flor. Seja plastica ou viva. Que seja uma flor.

Despedida

Sentindo a hora da partida, está indo agora um pedaço de mim...
que ainda nem se foi, mas jah estou sentindo sua falta.
Até breve meu querido.
Te amo por perto e por longe...
Te espero...
Vou chorar eu sei...Já estou até com vontade...
Um aperreio desmedido no peito...
É egoísmo?Talvez...tem quem diga que o amor é egoísta...
Mas faz o seguinte...
Não demoras a chegar...
Seca a lágrima do meu pranto a soprar...
Saudades...agora, durante e depois dessa hora...