segunda-feira, 26 de novembro de 2007

De: Mim. Para: Eu Mesma. Domingo, 03 de Abril de 2005


Quem estou enganando?
Meu coração por mais que eu tente, sempre estará marcado com as mesmas cicatrizes.
Me machucaram muito, eu mesma me machuquei... Esses últimos dias foram felizes. Mas, acordei. Meu coração percebeu que minha mente queria enganá- lo... Tenho que ser forte! O tempo aliviou minhas dores, e hoje estou erguida, mas às vezes sinto que estou caindo...Grito! Imploro! Acordo! Então vou para o meu esconderijo...
Eu não me engano! Me enganam! Preenchem minha cabeça com esperanças... Enlouqueço!!!
SOCORRO!!!
Agente é o que pensa ser...
A minha cabeça sempre foi confusa, por isso eu nunca me entendi... ninguém me entende...
Ora alegre, ora triste.Ora! Ora! Ora!!!
Já disseram que devo mudar meu coração... Tentei, mas ele é um oceano profundo, cheio de mistérios.
A solidão não me assusta, não mais. Somos até amigas, nos fazemos companhia uma vez ou outra, mas ela sempre me deixa só... Diz que sou muito fria.
Me escondo entre as noites.
Quem estou enganando?
Será que estou fingindo ser triste?
Será que finjo ser solitária?
Será que eu mesma me engano?
... É mais um dia que se vai...
... É menos um dia que vem...
Só sei que estou levando a vida, com as mesmas dores, dúvidas,enganos e que estou em constante aprendizagem, mas parece que estou andando em círculos.
Sempre esqueço do que digo.
Ainda bem, ou nem estaria mais vagando por aqui...
Teimo em fazer tudo pela minha intuição, não por loucura.
Mas acho que mudei muito nestes últimos anos, ou não.
Será que estou de vez caindo em desvario?
Não sei.
Não me importo.
Nada mais me importa...

Cidade dos Anjos


"... Eu desistiria da eternidade pra te tocar, pois sei que de alguma forma você me percebe...
Você é o mais perto do céu que eu posso chegar e não quero voltar pra casa agora...
O único gosto que sinto é o deste momento e tudo que tenho pra respirar é o seu amor, por que sei que cedo ou tarde isto pode acabar...
Hoje à noite.
Não te deixarei ir, eu preferiria sentir o cheiro de seus cabelos, dar um beijo em sua boca, tocar uma última vez a sua mão, a passar toda a eternidade sem isso..."

domingo, 25 de novembro de 2007

Pimenta,água e borboletas


Pimenta no vidro
Nos olhos também
Na língua amarga
Viagem de lágrimas
na ida e na volta
No entanto a borboleta
ainda sabe bater asas
e assim, com água e estranhitudes,
enlaça os olhos antes mortos
e oferece água.

Sem título (À Saudade)

,
Revendo as fotos...
Relembrando...
Saudosamente os velhos tempos.
Vejo que ainda não se perdeu a serenidade do olhar e
que ainda existe aquela paixão que faz pulsar o coração,
e digo: não deixe desrritimar!
Essas lembranças que vem à memória antes do sono, é que me
faz ter razão pra acordar e lutar pelos sonhos da infância.
Está tudo aquinessa foto, paralizada, imóvel.
O tempo nos separou.
Mas ele jamais vai apagar o que passei, tudo que passamos...
É bem mais forte...
É saudade.

SEM tido


Você sabe...
Eu sei...
Por mais inexplicável que seja.
Por mais que eu procure as palavras certas...
Não entenderiam...
Mas você sabe...
Eu sei...
Nós sabemos...
Apenas nós...
É o que importa.
Pensamentos soltos...
Sentimentos subentendidos no ar...
Sinta.
Sinta.
Absolutamente incompreensível...
Somos assim.
Sinta...
Sinta que eu sinto sua falta.

Relógio


Acertemos nossos ponteiros.
Marcaremos nossas horas.
Mas onde?
Mas quando?
Em que tempo virás?
Mais rápido que pensas.
Estarei acertando nossos ponteiros.
Pra que horas?
Não sei...
Ainda não sei...
Sei só...
Estou indo.
E te aguardo e resguardo.
Quem sabe um vinho, pois um bom disco já estará em mãos.
E quanto aos ponteiros, nem precisaremos mais dos acertos...
Eu te aguardo.
Pois bem,
Acertemos nossos relógios sem ponteiros,
Acompanhados de um bom vinho e uma música solta no ar.
Deixemos o próprio tempo encarregado de marcar essa hora,
Sem minutos, sem segundos...
Nesse relógio sem ponteiros...
Nesse relógio sem tempo.

Tudo Desaba


...Tudo desaba
Meus pés caminham sem rumo...
...eu calo e grito...
...
Tudo desaba...
_Caiu!
_Caiu!
Meu único credo caiu.
Nem a vodca me consola,
Nem a música,
Nem nada.
...
O amor foi envenenado pelo gênero humano.

sábado, 24 de novembro de 2007

Sonho de Valsa e Vanessa


Aquele papel continua colorido
Vermelho como a paixão
Vermelho como o amor, o ardor
Venero- te ainda na escuridão,
Mais forte que um trovão, a luz será trazida
Não comedida, virá ardida
Florescendo esse espirito, esse estado.

O papel continua, com o nó que você deu
Guardado em minha gaveta resplandeceu
Ironia conflitante, diz Da Matta
Você é minha amada.
Amada é muito pouco?
É tens razão, talvez seja.
Mas veja é simples e a simplicidade é bonita
Tão quanto você é para mim.
Poesia se mistura com poema,
Surge um dilema,
E com tal mistura vou finalizar,
Ai, ai, ai... vou te amar, amar.

Outra vez, os lençois


Costurei os lençois brancos
Ainda mais puros e viris
Forte como os passáros e seus cantos
Sólidos como alicerce de uma matriz

O amor é mesmo um sentimento
Não há tristeza, vejo apenas beleza
Não queira encaixá lo em conceito
Viva, decida, erre, acerte, torne o realeza

Os olhares são indescritíveis
Temporariamente ilegais
Não podem saber, não irão compreender
Erre novamente, ainda irei te receber
Vou te dizer, vou entender, vou viver

Sonhe com os devaneios
Pense no início, no fim, nos meios
Meios que se descobrem e se desfaz
E faz, faz acontecer, faça acontecer
Não sobreviva, viva para viver
E verás que não machucarei você.

Lençois


Lençois brancos entrelaçados
Vivos olhos ludibriantes
Que ignoram os atingidos
E enlouquecem os transeuntes
Mesclam serenidade e elegância
Formando amálgama feminino
Se sobrepondo a inocência
E fomentando o amor canino

Sonhos instigam ansiedade
O que me importa é não estar vencido
Cativando meus ouvindos
E se dissipando da brevidade
Não é variedade
É totalidade
É singular
É comum olhar
Sob os olhos nus
Moreno luar