domingo, 26 de abril de 2009

Ventos do Lobo


Agora que a seda (antes sufocava)
Transformada em trapos (só linhas)
Já não me atrapalha movimentos (livre)
Nem me aperta os sapatos (não há cadarços)
E que grito agudo (bem alto)
Já não encontra eco (por quê há)
Misturado à luz de outros (incandescente)
No universo (o meu)
Agora que o vento (teu sopro)
Me seca as lágrimas (nossas)
Água que é mar no meu corpo (de tentar)
Sobra sal (sobra força)
Bob dylan (toca aí)
Você esta invisível agora, sem segredos(deixa estar)
Saudade é felicidade abafada, futura (deixa vir)
Agora que o vento me seca as lágrimas (nossos sopros)
Deixa estar.Deixa vir
O lobo que há em mim

2 comentários:

Elandia Duarte disse...

Tua escrita tá tranperecendo tua maturidade...

Uma mulher escrevendo!

Manu Moraes disse...

Sempre delicada!

Obrigada Elandia!