sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Som cru

É como se o vinil fosse meu peito e a agulha estivesse rasgando-o de uma ponta a outra, saindo faíscas com os riffs da guitarra.
É como se já tivesse sentido, vivido essa sensação.
Precisei escrever pra ser visto, pra ser dito.
A vontade de gritar é grande. Eu sinto de novo! Eu vivo!
Seni a existência pulsante no peito, aquele sentimento fugaz qu só deixa lembrança, só deixa saudade.
É isso!
É som!
E que som!
Deixa o baterista soltar sua baquetas.
Deixem entrar em transe o coro humano.
Hoje é 1972, o ar ainda está respirável e a música também.
Soltem o som, deixem no ar.
O tempo não sufoca o ar.
Som no ar é pra sempre.

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