Amanhã vou invadir sua casa.
No frio do inverno, sua piscina estará congelando e as folhas ainda do outono estarão boiando nela.
Vou correr ao redor do lago gelado e cantar canções indígenas, vou fazer da sua piscina um caldeirão mágico e fazê-la ferver, borbulhar, até as folhas dançarem ao ritmo de minhas músicas.
E nem adianta tentar me tirar de lá, pois ninguém me verá, ninguém poderá me ver, por que estei invisível ao olho.
Mas te digo com que roupa vou dançar, vou fazer rodopios com aquele sapato sujo que uso pra pintar paredes e aquela camisa barata cheia de furos que eu fiz, sabe, aquela que você odeia.
Estarei lá, dançando e cantando para as folhas de outono e você não vai me ver por que quando chegar eu já terei partido, pra outra casa, pra outras folhas, pra outra piscina congelada.
vou rir de você.
Um comentário:
não sábia que a srta escrevia assim, parabens...!
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