sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sou o mostro que vive entre o concreto das paredes.
Eu vago nas noites frias dos dias sextos e vejo oque você faz quando tranca a porta.
Meus olhos são negros e meus cabelos longos não atrapalham a visão.
Passeio de parede em parede, deslisando o pé de casa em casa, caminhando, atravessando concretos até chegar em sua casa, em seu quarto, tão escuro...mas vejo, por que choras?
Eu sou o monstro que vive entre o concreto das paredes.
E vejo quando você chora todo dia antes de dormir, não sei por que choras.
E saio, e vago, e escorrego.
Continuo vagando entre paredes de casas, prédios, beirando calçadas. Procurando algum motivo, alguma razão pra continuar.
Sinto vontade de voltar todos os dias e ver suas lágrimas, eu queria bebê-las. Talvez sejam suas lágrimas que me faça querer ficar, talvez.

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